A evolução do aço inoxidável e sua aplicação

Resultado de imagem para evolução do aço inoxidável

O aço inoxidável é produto de uma longa evolução, que começou com o minério de ferro.

Desde o século 17 descobriu-se o que hoje conhecemos por coque, desenvolvido pelo inglês Abraham Darby, com o procedimento de destilação do carvão mineral. O processo de desenvolvimento do coque veio para aprimorar a metalurgia, levando à elaboração de cadinhos de alta capacidade, de altos-fornos, de fornalhas de reaquecimento para forjamento, entre outros.

Em 1856, a indústria siderúrgica começou a conseguir o aço, uma liga de ferro, carbono e alguns outros elementos, produzindo a substância em grandes volumes e a custos mais baixos em razão do conversor de Bessemer, que permitia eliminar as impurezas do ferro através da oxidação por ar, principalmente oxigênio, introduzido no conversor.

Pouco tempo depois, em 1865, foi desenvolvido o método Siemens-Martin, que tinha como principal vantagem a utilização de sucata de aço, utilizando metade de sucata e metade de gusa, o produto da redução do minério de ferro.

Hoje, o processo se baseia na redução dos óxidos de ferro para posterior produção do aço, podendo ser feito através de alguns métodos, como alto-forno, forno elétrico a arco e redução direta.

Elementos de liga no aço inoxidável

Todo esse desenvolvimento abriu caminho para o emprego de elementos de liga, que são obtidos através da adição de outros minerais, como, por exemplo, cromo, molibdênio, níquel, silício e outros ao aço carbono.

Essa adição vai conferir algumas características especiais e permitir novas aplicações para o aço. Com essa nova metodologia, os aços são divididos em dois grupos: os aços carbono e os aços especiais.

O aço carbono é formado por aços comuns, servindo para tubos, barras e laminados, entre outros, enquanto os aços especiais são utilizados em outros produtos, oferecendo maior resistência mecânica e permitindo maior exposição a ambientes corrosivos.

O desenvolvimento do aço inoxidável não parou por aí. Em razão dos danos provocados ao aço por ambientes nocivos, os pesquisadores começaram a aperfeiçoar, melhorar e criar novas ligas, que fossem mais resistentes à corrosão.

Uma das ligas, com teor de carbono entre 0,03 e 0,95%, contendo um mínimo de 11% de cromo, ficou conhecida como aço inoxidável. Essa condição fez com que o aço carbono evoluísse, garantindo maior durabilidade e resistência, já que a liga apresenta maior proteção à oxidação superficial em praticamente qualquer ambiente, conservando a qualidade original dos equipamentos produzidos e permitindo maior vida útil para os mesmos.

Como começou a história do aço inoxidável

A primeira liga que ficou conhecida como aço inoxidável foi desenvolvida por Harry Brearly que, a pedido de fabricantes de armas, começou a investigar uma nova liga metálica em 1912, que tivesse resistência ao desgaste que ocorria nos canos de armas de fogo.

A pesquisa, em princípio, procurava estudar ligas que fossem resistentes ao desgaste. No entanto, depois de alguns testes químicos para analisar a estrutura das ligas contendo cromo, Brearly teve uma surpresa: o ácido nítrico não exercia qualquer efeito sobre a liga e, dessa forma, descobriu que não tinha desenvolvido uma liga resistente à erosão, mas sim à corrosão.

A utilização do aço inoxidável

O aço inoxidável, atualmente, possui diversos tipos de liga, servindo para as mais variadas áreas de atividade humana. Trata-se de um material que é totalmente reciclável, podendo ser transformado sempre que descartado, o que possibilita maior economia e, ainda por cima, não polui o meio ambiente.

A utilização do aço inoxidável em tanques permite a produção de alimentos, de produtos químicos, de produtos farmacêuticos e muitos outros, garantindo maior higiene, principalmente naqueles voltados para o consumo humano, e maior qualidade no produto final.