O tanque de aço inox na fabricação de refrigerantes

O tanque de aço inox na fabricação de refrigerantes

Quem não sente aquela sede quando ouve o abrir de uma garrafa de refrigerante, daqueles de vidro, ou ainda, quando escuta o lacre da latinha sendo rompido e dando passagem para o gás que soa como música para os nossos ouvidos. Desperta aquela sede instantânea, ainda mais em dias quentes.
Mas hoje queremos mostrar para você leitor, o quanto envolvente pode ser a produção do refrigerante. Vamos ver por quais processos ele passa e ver a importância dos tanques de aço inox em meio esse processo produtivo.

Como tudo começou
Talvez muitas pessoas não saibam, mas os refrigerantes já estão entre as bebidas preferidas de jovens e adultos a mais de um século. Lá por volta de 1904, foram encontrados os primeiros registros de uma indústria com a produção exclusiva para refrigerantes. Antes disso, eles dividiam a produção com outros tipos de bebidas. Uma curiosidade, é que naquela época o processo era todo artesanal e a produção não passava da marca das 150 garrafas por hora.
No Brasil, os primeiros registros que envolvem a produção de refrigerantes, foi com o Guaraná Antártica, utilizando uma fruta tipicamente brasileira, o próprio guaraná, por volta de 1905.

A estrutura básica
Antigamente, os refrigerantes eram uma variação da composição química dos xaropes e sucos. Mas conforme a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), para ser considerado um refrigerante, a bebida precisa ter em sua composição básica o gás carbônico (CO2), sem álcool e com a presença de açúcares. Essa é uma das diferenças que separam os refrigerantes das bebidas energéticas, pois estas são isotônicas.

Conquistando as vendas
Dois grandes marcos na história aconteceram que fizeram o consumo de refrigerantes disparar no mercado. O primeiro dele foi a popularização dos eletrodomésticos, como os refrigeradores, por meados da década de 1950. Já o segundo momento foi graças a utilização do Politereftalato de Etileno (PET), que tornara a produção das embalagens mais rápida e com um custo mais baixo. Embora existam muitos consumidores que defendem que as embalagens de vidro preservam mais o sabor.
Estimasse que os refrigerantes sejam a terceira bebida mais consumida no mundo, perdendo apenas para o vinho e a cerveja, sendo o Brasil o terceiro maior produtor da bebida no mundo, com 15.645 milhões de litros e gerando mais de 300 mil empregos no país.

O processo de produção
Como conversamos no decorrer desta postagem, a base comum do refrigerante é o xarope com a adição de açúcares e gás carbônico. Mas, para se chegar na composição perfeito, a bebida passa por todo um processo produtivo.
Inicialmente, o xarope passa por uma fase em que o açúcar é dissolvido em água quente, para que fique livre de qualquer substância ou micro-organismos que possam ser nocivos à nossa saúde. Após esta etapa, são adicionados ao xarope, agora sem os açúcares, alguns conservantes, acidulantes e aromas, para juntos darem o sabor à bebida. Logo em seguida, a bebida recebe a água gaseificada, para enfim, se tornar o refrigerante como conhecemos.
Em resumo, de acordo com o organograma abaixo, o refrigerante passa por todo um processo detalhado antes de se tornar a bebida que conhecemos.
Desde o cozimento da calda, passando por um processo de filtração e resfriamento, passando por um tanque de estocagem, onde é submetido a um processo de diluição e carbonação (nessa etapa em que recebe a adição do gás carbônico). Concluída esta etapa, a bebida sofre um processo de lavagem e sopro, para então estar liberada para o envasamento, tanta para embalagens de vidro ou pet, onde recebem rótulos e tampinhas e vão para uma inspeção. Se aprovado lote, o refrigerante é encaminhado para a expedição. Caso não aprovado, é descartado do processo. Confira:

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A linha de produção
Já conversamos até aqui em como o refrigerante se tornou a bebida que consumimos, mas conhecer todo o processo e percebermos como os tanques de aço inox se fazem presentes, é bastante importante. Conforme a ilustração abaixo, podemos perceber que, inicialmente, tanques em aço inox, com cerca de 300 m de profundidade, realizam a captação da água, para depois ser submetida para um processo de filtragem. Após, finalmente essa água filtrada e livre de impurezas é encaminhada para a xaroparia, enquanto é analisada por um centro de controle da qualidade. Enquanto isso, as embalagens no formato de pré-forma são colocadas numa máquina chamada sopradora, no caso das embalagens pets, onde ganhará o formato que conhecemos hoje. Ainda seguindo o processo, entra na linha de envase e passa pela enchedora para receber o líquido (o próprio refrigerante), que, na sequência, já entra nas máquinas chamadas recravadora, para receber a tampa. Continuando com a linha de produção, as embalagens ganham os rótulos e são encaminhados para a embalagens e expedição.

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Hoje vimos um pouco mais sobre a utilização do tanque de aço inox na produção de refrigerantes.