Vinho na Serra Gaúcha: do processo artesanal ao tanque de aço inox

Vinho na Serra Gaúcha - do processo artesanal ao tanque de aço inox

A história do vinho na Serra Gaúcha se confunde com a história da própria localidade. A produção de vinhos e os sucos de uva, hoje fabricados em tanques de aço inox, sempre foram uma das principais atividades econômicas da região.

Os imigrantes italianos e alemães trouxeram de seus países de origem o processo da vindima. Existem registros de que em 1825, um ano após a chegada dos imigrantes alemães, um cidadão chamado João Batista Orsi trouxe a região uma carta assinada por Dom Pedro I incentivando o cultivo de uvas. No início, a produção de vinho e suco de uva se limitava ao uso doméstico.

O pioneiro da viticultura no Rio Grande do Sul foi o padre jesuíta Roque Gonzáles de Santa Cruz, que trouxe cepas da Espanha, quando visitou o estado para fundar a Redução Cristã de San Nicolao. Porém, a viticultora só se tornou expressiva no estado com a introdução de uvas americanas, como a Isabel, entre os anos de 1839 e 1842.

Muito antes de se começar a usar tanque de aço inox, a produção de vinho era totalmente artesanal. No ano de 1890, o vinho começou a ser usado como ferramenta de câmbio, de modo que os produtores trocavam o produto por café, açúcar, tecidos, querosene e ferramentas agrícolas.

O processo de fabricação do vinho feito por colonos italianos, pouco lembra o atual processo com tanque de aço inox. A uva era colhida em balaios feitos com cipó e esmagada com os pés. O mosto obtido das uvas era fermentado e transformado em vinho.

Atualmente, os municípios de Caxias do Sul, Flores da Cunha, Farroupilha e outros da Serra Gaúcha continuam tendo a produção de vinhos como uma de suas principais atividades e fonte de renda dos munícipes. O tanque de aço inox é hoje indispensável para a produção de sucos e vinhos, sendo o responsável pelo trabalho de muitas famílias, que assim como nos tempos de outrora, ainda se dedicam a viticultura.